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16 de set. de 2007

Mudança de endereço

O Diskut, um blog beta, gentilmente cedeu lugar a uma nova casa para minhas andanças virtuais. Ainda faltam acertos e pequenos detalhes, mas a partir de agora você pode começar a acompanhar este site:

Clico, logo existo
http://clicologoexisto.wordpress.com

A gente se vê por lá! ;-)

10 de set. de 2007

Salvem o homem-bomba

É, Simão. Tucanaram até o homem-bomba. Agora estão dando PlayStation para os jihadistas —é a campanha de desintoxicação terrorista da Arábia Saudita. É mole???

5 de set. de 2007

4 de set. de 2007

Tudo que a Web 2.0 já faz

Como estou internético por estes dias, ando caçando formas de me atualizar (é tanta informação nesta Modernidade Líquida de Bauman que eu normalmente me deprimo sempre que percebo como é fácil ficar para trás rapidinho...).

Numa dessas vagabundagens on-line, lendo o blog do Cezar Taurion da IBM, eis que me deparo com um site bem bacana: http://programmableweb.com/. Lá você encontra um monte de sites que combinam recursos da Web e, assim, criam novas formas de acessar informação. Pode ser útil se você andar como louco pensando em qual vai ser a próxima onda da Web.

A ameaça da participação é financeira


Esta é do Dan Gillmor, guru de jornalismo colaborativo na Califórnia. O Brasilwiki publicou em português alguns trechos de entrevista que Gillmor concedeu a um jornal colombiano. Para ele, a principal ameaça que a colaboração online oferece ao jornalismo tradicional é financeira, e não jornalística.

Interessante a citação de Gillmor. Principalmente se você parar para pensar que o jornalismo que os grandes meios de comunicação exercem hoje é extremamente burocrático.

Os jornalistas fazemos notícia sentados atrás de computadores, sob o ar condicionado (inclusive porque isso, em tese, rende mais publicações de cozidos pós-pesquisa na Web e/ou material de agências e/ou releases e/ou entrevistas superficiais por e-mail —e mais material, na Internet, significam mais cliques). Enquanto isso, tem muito blogueiro na rua, com ou sem notebook, com ou sem twitter, mas em contato com o mundo. E com links patrocinados e a pulverização que a Internet e o Google propõem para a informação, cada vez será mais fácil produzir material de qualidade a baixo custo.

No final de contas, apocalipses a parte, Gillmor não fala do "final dos tempos" para a imprensa tradicional. Mas de um "ecossistema de meios" (leia os principais pontos no blog Periodismo Ciudadano —apesar de estar em espanhol, o texto traz mais links para aprofundar o assunto).

26 de ago. de 2007

Cultura fora da gaiola

Muito, muito legal um vídeo que a RedHat, uma das centenas de fabricantes de Linux que existem por aí, criou para contar a história do direito autoral no mundo da música.



Além da qualidade da animação, o vídeo mostra como a Internet começou a revolucionar a produção e a difusão da cultura, que foi "engaiolada" pela meia-dúzia de capitalistas que gerem o mundo e querem-no à sua imagem e semelhança.

E, como não poderia deixar de ser, o vídeo é licenciado pela Creative Commons (saiba mais).

20 de ago. de 2007

Digital precisa ser interativo (e isso não é óbvio)

De longe, exposição de arte não é mais lugar para apreciar obras à distância. Basta observar o comportamento do público que passa pelo File 2007 (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), em São Paulo. A era digital chegou à arte, sim. Mas parece que nem toda a arte, assim como outras áreas da cultura, sabe o que é ser digital.

A exposição, que chega a sua oitava edição como uma “mini-Siggraph”, tem 23 instalações e trabalhos de 200 artistas de 30 nacionalidades. Mesmo sem muitas explicações sobre as obras (e com algumas delas danificadas), o público se lança à interação com mesas musicais, simuladores de ondas sonoras que reagem à presença ou telões que exibem a imagem do visitante combinada a “brincadeiras digitais”, como nuvens que o perseguem ou braços adicionais que saem de sua cintura.

Para essas obras, há até fila. As pessoas se divertem, querem experimentar. Por outro lado, as obras pouco interativas (ou com uma interatividade difícil de entender) ficam em segundo plano. O público cansa rápido. Toca, experimenta, tenta descobrir. Se a máquina não responde, fica sozinha em meio à turbe carne-e-osso.

Reflexo da era digital, o File evidencia o que autores como Jay Bolter e exposições como a Siggraph mostram há quase dez anos, antes dessa onda marqueteira de “Web 2.0” —sem a participação das pessoas, o mundo digital não existe. Sem interatividade, a gente nem precisava de computador. Dê o controle (ainda que só a sensação desse controle, mas isso é assunto para oooooutro post... ;-) ao público, e ele responderá fazendo fila em sua porta. Seja ela digital ou analógica.

O File 2007 acontece na Galeria de Arte do Sesi (Av. Paulista, 1.313), em São Paulo, até o dia 9 de setembro. Mais informações em http://www.file.org.br/.

8 de jun. de 2007

Publicidade no cinema não dá

Quinta à noite. Feriado. Cinema (ainda que circuito...). "Piratas do Caribe 3", depois de ter visto os últimos dois no fim de semana anterior, em DVD. A sessão começava às 20h10, mas lá pelas 19h50 a fila do gado no Cinemark do Metrô Santa Cruz tinha dois, três corredores. Eis que abrem a porteira, e lá pelas 20h15 a sala já está praticamente completa. As luzes esmaecem —vai começar o filme.

Vai? Vai nada. Se fossem só os trailers tudo bem. Mas os espectadores fomos saraivados por 15 minutos de publicidade antes de os trailers começarem —e depois de pagar absurdos R$ 17 por um ingresso, R$ 3,50 (?!) numa caixa de Mentex.

Tudo bem quanto ao Mentex, a gente sabe que até ambulante de porta de estádio abusa mesmo. Só que os 15 minutos de publicidade não descem pela garganta.

Há muitos modelos de renda na mídia —desde o baseado em assinaturas, meramente, até os completamente baseados em publicidade. Normalmente, estes últimos costumam reduzir o preço ao consumidor exatamente por serem sustentados pelos anunciantes. Mas com o cinema, o preço do ingresso só faz subir —e com quem fica a fatia da publicidade? Já chegam os trailers (que são peças publicitárias, mas sobre cultura, ao menos, e não shampoo anticaspa). A sensação de espera enquanto aparecem os anúncios é insuportável. E, se ainda não bastasse, depois da exibição dos trailers ainda houve mais duas peças publicitárias antes do início do filme. Haja!

Pirataria é feio, pai

Um dos comerciais, patrocinado pela MPAA (Movie Picture Association of America, associação/lobby dos estúdios de cinema dos EUA), chamou a atenção. É a nova tentativa de imputar culpa à pirataria, fórmula que também as redes de TV à cabo têm seguido —um pai dá de presente um filme pirata ao filho, que em seguida lhe conta ter tirado nota 10 depois de copiar a prova de um colega. Colar é feio, não é? Joga-se com culpa e certo-e-errado, ok. Mas com valores absolutamente deturpados —um é a aquisição e o compartilhamento de conhecimento; outro, seu monopólio e mero uso para objetivos pessoais— e em um momento em que as tecnologias colaborativas e a Web surgem para questionar os valores atuais em suas bases —direito autoral incluso.

Não questionar a instituição acadêmica "prova" (renderia um ensaio, não um post). Mas vou me divertir um pouco em comparar o comercial a um detalhe de "Piratas do Caribe 3" (alerta spoiler - se não viu o filme, pule de parágrafo): na continuação da série, a Companhia das Índias Ocidentais promove uma "caçada" aos piratas para dominar os mares; para tal caçada, domina o mais temido dos navios piratas, o Flying Dutchman, comandado por um ser inescrupuloso.

Ora, o objetivo de Hollywood e de toda indústria que se preze é dominar o mercado (que o digam bancos e bolsas de valores). E a indústria cultural agora quer que os piratas sintam "culpa" pelo que fazem. Não sentem-se eles nenhuma culpa pelos 20 minutos de publicidade no cinema, sendo que os espectadores já pagaram o ingresso? Não sentem culpa por trasformarem arte em produção industrial, com metas de faturamento, campanhas de marketing ou taxas de recall?

Lembro de um artigo que escrevi há cinco anos na Folha Online. Continuo acreditando que a pirataria será o fantasma constante da Internet. Isso porque a "pirataria" é o ícone de uma geração que não aceita de pronto o que lhe é dado; de uma geração que navega, que, embora manipulável em outros níveis de consciência (também ligados ao consumo), questiona o que lhe chega com mais do que um controle remoto na mão.

Culpa? Sinta-a você, Hollywood. Como diz um de seus heróis, "um grande poder traz uma grande responsabilidade". E o mundo, hoje, curva-se diante de seu poder (com ou sem 20 minutos de publicidade). O que anda fazendo com sua responsabilidade, além de lucrar?

1 de jun. de 2007

Se não pode vencê-los...

Eis que Prince, o astro pop que nos acompanha desde os anos 1980 (antes, talvez?), vai oferecer uma música de seu novo álbum, de graça, para usuários de celular. Praticamente dez anos depois da eclosão de novas tecnologias de troca de arquivos pela Internet, só agora as gravadoras começam a acordar para novas formas de promoção e distribuição de conteúdo.

Mas... será que alguém avisou para elas sobre celulares Bluetooth? ;)

31 de mai. de 2007

Second Life que nada

Hoje o Google saiu com mais uma —quem acessa maps.google.com (uma versão web do Google Earth; que vicia pela enorme utilidade em, por exemplo, programar viagens) já pode ver, em algumas cidades norte-americanas, o Street View.

Explico: além da visão do mapa como um guia de ruas, a visão do satélite e a mista, o Google norte-americano agora coloca um "homenzinho" no mapa —"você"— e mostra o que este homenzinho veria naquele ponto do mapa, a partir do chão.


É de ficar maluco. Imagine que, em alguns anos, as fotos serão "vídeos", e você poderá ver o lugar em tempo real. Conhecer o hotel ou restaurante em que quer levar sua mulher antes de ir até lá. "Andar" virtualmente por ruas reais, entrar no banco, fazer operações financeiras, fazer compras... uma espécie de fusão entre o mundo real e o virtual.

Second life que nada... a primeira já está ficando completamente digital. E por falar nisso, vale dar uma passada no site do Wall Street Journal e passear pelos vídeos da conferência D: All things digital, promovida pelo jornal, e que discute Internet e perspectivas para o mundo da tecnologia. Teve até Bill Gates e Steve Jobs no mesmo palco...

30 de mai. de 2007

O futuro chegou

A tecnologia em si não é nova —mas a Microsoft, assim como a Apple, é cheia de poderes para empacotar coisas e transformá-las em hits do mercado. A empresa de Bill Gates mostrou hoje um novo PC, chamado Surface. Na verdade, uma "mesa" com tela de 30 polegadas sensível ao toque (de vários dedos, de várias pessoas) que pode, inclusive, interagir com objetos e outros gadgets depositados sobre ela.

O vídeo vale mais que qualquer descrição. Se a Internet causou a revolução que causou, dá para imaginar o que está por vir...

2 de mai. de 2007

Mapa das comunidades online

Entre hobbits e trolls, blogueiros e personagens de Andy Warhol, alguém se dispõs a desenhar um mapa da "terra média"...


30 de abr. de 2007

Mais concentração no mercado de celulares

Lembra daquele papinho libertador da década de 1990, que dizia que a privatização e o mercado dariam um jeito na má qualidade dos serviços, que a gente enfim se veria livre do monopólio do Estado e teria mais opção? Você votou naquele intelectual bem-engravatado, inclusive, que era praticamente o porta-voz desse discurso, não é?

Bem, infelizmente a democracia brasileira ainda nem maioridade fez, e a gente ainda acredita que o mero voto a presidente resolve as coisas. Esquece que o presidente nada mais é que um fantoche frente a todo um leque de interesses de quem o patrocina. Assim é o mundo do marketing.

Eis que durante o final de semana alguns nobres senhores da aristocracia européia trocaram alguns cheques, e o controle da Telecom Itália passou para... a Telefónica, que, por sua vez, é controladora da Vivo no Brasil. Com isso, já existe quem esteja questionando o acordo e as possíveis repercussões para a operação das teles móveis brasileiras Vivo e TIM. E o discursinho liberal que falava em pluralidade e concorrência vai por água abaixo com um simples acordo de cavalheiros. O lucro vence. E dane-se o resto.

E eis que o capitalismo os levou à estagnação (2)*.

*A partir deste post, passarei a numerar, em série, os links que der para o port "E o capitalismo os levou à estagnação", para tentar contar o número de vezes que aqueles que produziram ou reproduziram o discurso neoliberal que dominou a década de 1990 e permeia até hoje o ideário tucano trairam-se pela falta de reflexão e pelo oportunismo vil.

19 de abr. de 2007

Web 3D para quê?

Os criadores do Second Life —mistura de Orkut e "The Sims" que permite aos usuários levar seus personagens por um universo virtual 3D— vão disponibilizar o código-fonte da aplicação cliente e também do servidor em formato aberto.

Segundo o blog português Engrenagem, este pode ser um ponto de partida para que o formato de Web 3D se espalhe e vire uma espécie de "novo padrão" de navegação.

Há anos cobrindo o setor de tecnologia ouço rumores de que a Microsoft estuda interfaces 3D de navegação para o próprio sistema operacional. Há muita pesquisa e protótipos neste meio, inclusive a ausência de interface proposta por Jeff Han no TED (Technology, Entertainment, Design; veja a lista com todos os vídeos das palestras).

Mas será que isso realmente vai valer a pena? Vi uma simulação da IBM em seu estande na Cebit 2007, que aconteceu em Hannover em março último. Demorava tanto para "chegar" até tal loja virtual, subir até o andar de livros e encontrar a prateleira desejada...

Não é muito mais fácil ter um site limpo, com um campo de busca e um botão "Estou com sorte"?

4 de abr. de 2007

Miniblogs via celular: mais superficialidade?

É senso comum que a Internet é mais superficial que os meios impressos quando o assunto é jornalismo bem feito. Curioso é que, nos EUA, a população em geral já lê mais notícias em sites do que em papel.

Pierre Levy's à parte, hiperlinks que levam a uma miríade de informações superficiais não conseguem, por mais modernos, interativos e atraentes que sejam, trazer a um ser humano ávido por informação o que traz uma bela reportagem de revista, escrita após um mês de apuração, em que você concatena idéias e —sim— seleciona recortes interessantes do mundo para seu leitor. Isso não é tirania midiática; um repórter é pago por isso. E tem muito intelectual preso em bolha literária confundindo democracia da mídia —mais veículos, mais recortes— com jornalismo colaborativo —menos veículos, menos gente especializada, vozerio à toa.

Para compôr o coro dos pseudo-libertários virtuais, eis que agora começou a virar moda nos EUA um tal de Twitter, um "miniblog" (sim, conseguiram reduzir o que já era superficial). Você alimenta o "miniblog" com mensagens de celular (profundas em 140 caracteres) dizendo o que você está fazendo naquele momento.

Há mensagens como "Meu nariz dói", segundo reportagem da EFE. Mas também há pré-candidatos pseudo-moderninhos à presidência dos EUA que usam a ferramenta para levar ao público informações sobre sua campanha e seus atos. Claro, pré-candidatos muito bem assessorados por uma equipe de Marketing e Relações Públicas (estou começando a sentir o mesmo receio que sinto de advogados por RPs... já disse isso?).

Mais superficial que isso, impossível. Como saber quais são as propostas de alguém? Como conhecer suas idéias e valores? É o auge da era do instante, o instante vazio de significado. Em poucos anos, teremos músicas de 30 segundos —o Youtube já transformou a experiência de vídeo em algo descartável, extreme pós-moderno. Critica-se a obra acabada, o trabalho completo e "tirano". Soa a culposa preguiça em construir.

E por falar nisso, todo esse contexto não consegue me dizer outra coisa. Está chegando a hora de propôr algo para substituir esse tal de pós-modernismo...

30 de mar. de 2007

Orkut (a pessoa) no Brasil

Orkut Buyukkokten, criador do site homônimo que virou febre no Brasil, apresenta no próximo dia 11 de abril em São Paulo a palestra "Redes Sociais na internet - a experiência do Orkut".

Eis uma rara oportunidade para quem curte cibercultura se aproximar de um dos Googlemen mais influentes dessa década. Ele não foi o primeiro —MySpace surgiu antes; e as antigas BBSs também já trabalhavam com conceitos semelhantes a redes sociais. Mas certamente, para o Brasil, o cara é Deus e responsável pela comunidade mais popular entre os internautas.

"Redes Sociais na internet - a experiência do Orkut"
Quando: Dia 11/04, às 18h (senhas a partir de 17h)
Onde: Auditório do FEA - 5, Cidade Universitária, São Paulo (SP)
Mais informações: 0/xx/11/3091-9695 ou lumedei@usp.br